terça-feira, 31 de maio de 2016

Visita ao Inhotim - Galeria Lygia Pape

Na visita feita ao Inhotim, meu grupo ficou encarregado de analisar a galeria dedicada à artista Lygia Pape, que contém a obra "Ttéia".
Para chegar à galeria é preciso passar por um caminho estreito e não convencional, até que se chega no espaço por cima e a galeria aparece no meio da vegetação. A impressão que se tem é a de se estar chegando a uma tumba, o que o aspecto bruto e monolítico da galeria deixa ainda mais latente.
Ao adentrar a edificação, as paredes disformes e inclinadas desconfortavelmente empurram o visitante para dentro de um outro espaço aparentemente ortogonal, onde está localizada a obra.

Nesse espaço interior, o escuro é intenso, de maneira que as luzes dispostas sobre a obra e o jogo de sombras levam o visitante a se confundir quanto a suas noções espaciais dentro da sala. Os grandes fios metálicos da obra reflem as poucas luzes e geram sombras, e o escuro nos cantos da sala faz com que as paredes pretas desapareçam.

A obra promove uma exploração interessante da sensibilidade espacial/visual dos expectadores, e tem uma disposição estética intrigante.
Quanto à galeria, sua localização no museu deixa uma forte impressão de abandono e desolação ( o que pode ser interessante nesse contexto, ou não), e a formatação do edifício não contribui ou dialoga em nada com a obra que contém. Isso fica muito claro, uma vez que, para a colocação da obra foi necessário estabelecer uma nova separação entre as paredes do prédio e o local de instalação, ou seja, as paredes inclinadas e o formato não convencional da galeria são tão irrelevantes para a obra em seu interior que há uma separação física entre eles para que o espaço interno seja ortogonal e escuro, o que a formatação do edifício não garante.






















Nenhum comentário:

Postar um comentário