quarta-feira, 1 de junho de 2016

Crítica do vídeo da aluna Alice Bottaro - Objeto Interativo

O vídeo é esteticamente interessante, bem ritmado e explicita bem algumas características do objeto, mas na representação da interação propriamente dita deixa a desejar. A primeira cena é uma tomada de câmera em movimento ao longo do comprimento o objeto, mostrando seu aspecto físico, o que não fica plenamente compreensível, uma vez que a cena é muito rápida e não representa todas as dimensões do objeto. A segunda cena, que se estende até o final do vídeo, mostra o abjeto sendo movimentado e suas luzes sendo acionadas alternadamente em um ambiente escuro. Tanto essa quanto a primeira cena são regidas ritmicamente por uma música eletrônica de ritmo intenso tocada ao longo do vídeo, o que cria uma continuidade interessante para a demonstração da movimentação do objeto e o consequente acionamento de suas luzes internas, uma vez que o ritmo da música dialoga com a rapidez dos movimentos e as súbitas trocas de cor das luzes do objeto.
Porém, essas "consequências da interação" são o único ponto que fica bem explicitado no vídeo. Como em momento nenhum é possível ver quem está interagindo com o objeto, ou o que está sendo feito com ele para que responda da maneira mostrada no vídeo, fica impossível identificar a interação, sendo possível verificar-se apenas os "outputs" do objeto de "inputs" desconhecidos. Além disso, não é possível identificar o que ou como é o objeto propriamente dito, uma vez que na primeira cena, há apenas uma tomada rápida de sua forma física, e na segunda veem-se apenas as luzes com clareza.
Portanto, o vídeo é bem ritmado e trabalhado para representar unicamente as respostas e consequências do objeto em determinada situação, sendo que, as outras características e informações relativas aio objeto são negligenciadas pelos recursos estéticos e auditivos do vídeo.

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