A arquitetura dos edifícios projetados tem como grande influência os "Cinco pontos da Arquitetura Moderna", elaborados pelo arquiteto francês Le Corbusier, com quem Niemeyer já havia trabalhado no projeto do edifício do então Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro. Os cinco pontos citados são:
- Planta Livre
- Fachada Livre
- Pilotis
- Terraço Jardim
- Janelas em Fita
A influência dos cinco pontos é mais evidente no edifício do Museu de arte da Pampulha, projetado como cassino por Niemeyer. O museu é construído sobre pilotis , tem fachada e planta livre, janelas em fita e, apesar de não ter terraço jardim, é rodeado por uma exuberante jardim elaborado pelo paisagista Burle Marx. A construção assemelha-se muito com a Villa Savoye, obra notável de Le Corbusier e expoente dos cinco pontos.
- Museu de arte da Pampulha
A utilização dos pilotis e da planta livre na arquitetura do museu, além de dar leveza à estética do prédio, cria espaços de circulação nas partes interna e externa, enquanto que a fachada livre a as janelas em fita contribuem para a composição do edifício com a paisagem ao redor, de maneira que o prédio parece absorver a imagem do jardim e a da lagoa da Pampulha, que podem ser vistos com exuberância de dentro do museu através das grandes janelas.
Porém, é notável também como o arquiteto imprime sua marca em alguns pontos divergentes em relação à estética corbusiana. Com o objetivo de projetar um ambiente de maior requinte, uma vez que se tratava de um cassino, Niemeyer utilizou materiais sofisticados no interior do prédio, criando paredes todas revestias de espelhos, colunas de aço inox, além de outros materiais refinados no interior do edifício. Além disso, a edificação tem algumas formas curvas e detalhes requintados, como os azulejos portugueses utilizados na fachada e na parte de traz do prédio, algo incomum à estética modernista da época.







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