quinta-feira, 17 de março de 2016
Atividade dos Objetos e análise com o texto "Nosso programa", de Vilém Flusser
Apresentei meu objeto (um bloco de notas) como algo capaz de registrar ideias e de se reinventar. A partir disso, relacionei-o com uma bucha pela capacidade de absorção, considerando que o bloco se define pelas anotações que registra e a bucha pelos líquidos que eventualmente absorve, estabelecendo, assim, uma relação finalista, analisando os objetos apenas por suas funções práticas objetivas.O outro objeto relacionado foi um livro, pelo fato de que se define pelas informações contidas em si, assim como o bloco que, apesar de poder se modificar e reinventar mais facilmente, também assume uma certa definição quando recebe registros. Foi configurada, então, uma relação causal, no sentido de que a definição dos dois objetos é uma consequência dos registros que eles possam conter. Porém, na apresentação de meu objeto, considerei que o bloco de notas pode assumir diferentes significados dependendo do tipo de informação que for registrada em suas folhas, e pode também não significar nada se nada lhe for escrito. Com isso, é possível identificar uma lógica programática na análise do objeto, que pode ser aplicada aos objetos relacionados, considerando o acaso em seus possíveis usos e desusos. A bucha, por exemplo, pode assumir diferentes formas e consistências dependendo do líquido e da quantidade de líquido que absorver. Enquanto o livro pode transmitir diferentes significados dependendo e quem o ler, podendo inclusive conter seus registros apenas em si, se não for lido. Com isso, é possível concluir que os três objetos, apesar de aparentemente definidos em causa e função, podem assumir diferentes significados e formas dependendo das circunstâncias e das ocasionalidades, não estando nuca completamente definidos ou premeditados sem que se considere o acaso.
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