A ciência da cultura apresentada como o estudo dos objetos contradiz a noção de cultura atualmente disseminada, sendo esta definida como o estudo dos registros das relações humanas e suas criações intelectuais. Porém, ao considerar o objeto como um registro destas mesmas relações e criações, a cultura pode ser interpretada da maneira apresentada no texto, uma vez que, sob essa perspectiva, o objeto adquire uma posição de independência em relação ao homem, sendo apenas relacionado à humanidade em seu momento de concepção. Dessa maneira, evidencia-se a diferença da concepção de uma objetividade independente da humanidade em relação à nossa recorrente mentalidade industrialista, de serventia e descartabilidade dos objetos.
Complemento:
A ideia de objetos independentemente significados em relação à humanidade se opõe à proposição apresentada na discussão de que a existência de um significado para as coisas depende da subjetividade e da animalidade do homem, de maneira que a independência dos objetos seja impossível, uma vez que a significação deles pressupõe a humanidade.
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